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sábado, 19 de junho de 2010

De virada, Dinamarca elimina Camarões e classifica a Holanda

Por causa da Dinamarca, a Copa do Mundo tem a primeira seleção matematicamente classificada e a primeira eliminada. Com vitória de virada por 2 a 1 sobre Camarões neste sábado, em Pretória, os dinamarqueses fizeram o time de Samuel Eto'o não ter mais chances de avançar na competição e ainda colocaram a Holanda nas oitavas de final.

Jogadores Dinamarca golDesolado, camaronês Assouekotto observa comemoração do segundo gol dinamarquês (Foto: Reuters)

A Laranja soma seis pontos e lidera o Grupo E. Na próxima quinta-feira, às 15h30m (de Brasília), pega Camarões, que ainda não pontuou. No mesmo dia e horário, Dinamarca e Japão, que estão com três, decidem a segunda vaga da chave na Cidade do Cabo. Nas oitavas, os primeiro e segundo colocados enfrentam classificados do Grupo F, que tem Itália, Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia.




Após a derrota para os japoneses na estreia, Camarões entrou diferente em campo no Loftus Versfeld. Os jogadores pressionaram o técnico francês Paul Le Guen para mudar o time, e ele acabou aceitando. Samuel Eto'o, que jogou pela esquerda na estreia, atuou como centroavante e marcou seu primeiro gol na Copa. A equipe contou ainda com Song, Emana e Geremi, que foram reservas no primeiro jogo, como titulares.

Morten Olsen também apresentou na Dinamarca. O capitão Jon Dahl Tomasson recuperou-se de lesão e formou o ataque com Nicklas Bendtner e Dennis Rommedahl, autores dos gols da virada. Rommedahl foi responsável também pelas melhores jogadas da equipe, sempre aproveitando as falhas de marcação pelo lado esquerdo da defesa africana.

O Loftus Versfeld tem capacidade para 42.858 torcedores e, segundo a Fifa, o público presente foi de 38.074. Porém, a maior parte dos lugares atrás dos gols estava vazia. Como todos os jogos à noite (às 20h30m do horário local), a temperatura foi baixa e os termômetros chegaram a marcar 6ºC.

Equilíbrio nas ações, igualdade no placar

Com uma postura ofensiva e sabendo que precisava da vitória, Camarões começou a partida partindo para cima. Em quatro minutos, duas boas jogadas. A melhor com Eto'o, que jogando centralizado no ataque, arriscou de fora da área, mas errou o alvo.

A resposta dinamarquesa veio dois minutos depois, pelo lado esquerdo da zaga africana, que sofreu o primeiro tempo todo por ali. Rommedahl entrou na área pelas costas da zaga e chutou por cima. O começo agitado ganhou um gol de presente. Ou melhor, Camarões ganhou o presente da defesa europeia.

Eto´o comemoração Camarões jogo DinamarcaEm tom de desabafo, Eto´o comemora o primeiro gol de Camarões no Mundial da África (Foto: Reuters)

Aos dez, Christian Poulsen saiu jogando errado e deu a bola nos pés de Webo. O camisa 15 rolou para Eto'o, que ficou sozinho na área e tocou no canto esquerdo. Primeiro gol do craque do Inter de Milão na Copa do Mundo: 1 a 0.

A vantagem no placar deixou Camarões cheio de graça. E o time continuou pressionando. Aos 12, quase saiu o segundo, com um chute de longe de Emana, para fora, rente à trave. Passes de efeito, pedaladas, dribles. Os camaroneses quiseram abusar e acabaram vendo a Dinamarca melhorar em campo.

Nicklas Bendtner gol DinamarcaBendtner agradece passe de Rommedahl no gol de
empate da Dinamarca (Foto: Reuters)

O time de Morten Olsen teve bela chance de empatar aos 16. Após boa troca de passes, Gronkjaer recebeu fora da área e chutou. A bola tinha endereço certo, mas Nkoulou usou a cabeça e salvou os camaroneses.

O empate saiu aos 33. Mais uma vez, a Dinamarca apostou em lançar pela esquerda da zaga. Deu certo. Rommedahl recebeu sozinho de novo e cruzou, rasteiro, para Bendtner se esticar: 1 a 1.

Os minutos finais foram emocionantes com o empate no placar. Aos 41, Souleymanou perdeu uma dividida, e Tomasson chutou para o gol vazio, mas Nkoulou salvou de novo. No rebote, Jorgensen chutou por cima. No contra-ataque, Eto'o recebeu na área e bateu de canhota na trave da Dinamarca. Em seguida, Emana entrou driblando, passou por dois, mas chutou mal, e Sorensen pegou.

Infernal, Rommedahl decide para 'Dinamáquina'

O segundo tempo começou um pouco mais devagar que o primeiro, e Camarões desperdiçou uma chance aos 12, quando Webo recebeu de Eto'o e chutou longe, quase acertando o placar que fica no último andar da arquibancada.

Três minutos depois, mais uma vez a Dinamarca aproveitou a falha de marcação pela esquerda da defesa africana e chegou à virada, em contra-ataque: Rommedahl foi lançado na direita, driblou Makoun na área e bateu de canhota, no canto direito de Souleymanou: 2 a 1.

Os europeus ainda poderiam ter ampliado. Aos 24, a bola foi lançada por cima da defesa, Rommedahl entrou sozinho na área e rolou para Tomasson. Mas o capitão, que completou 14 partidas sem marcar pela seleção, chutou para defesa de Souleymanou.

Desesperado para evitar a eliminação, Camarões foi para o ataque. Teve boas chances com Emana e Eto'o, mas não conseguiu. A Dinamarca soube se defender e segurar os Leões, que mais uma fez não foram indomáveis e vão assistir ao mata-mata da Copa em casa.

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sábado, 12 de junho de 2010

Craque sul-coreano divide méritos com o time e já pensa na Argentina


Park ji sung coreia entrevistaJi-Sung elogia os companheiros de seleção
(Foto: Marcos Felipe/Globoesporte.com)

Eleito o melhor jogador em campo na vitóriade 2 a 0 da Coreia do Sul sobre a Grécia, neste sábado, em Porto Elizabeth, o meia Park Ji-Sung, que anotou o segundo gol da partida, dividiu os méritos de sua atuação com o restante da equipe.

- É uma honra muito grande ser eleito o homem do jogo e fico feliz por ter contribuído para a vitória, mas foi um resultado do time.

Sobre o duelo contra a Argentina, na próxima quinta-feira, o craque dos Diabos Vermelhos mostrou, de maneira um tanto enigmática, bastante confiança.

- A Argentina é muito forte, mas o inesperado no futebol sempre pode acontecer – disse o camisa 7 sul-coreano, ressaltando que os amistosos preparatórios antes da Copa, principalmente o contra a Espanha, será importante para o duelo contra os hermanos.

Argentina bate a Nigéria com o placar magro de 1 a 0, mas fica bem na foto


À beira do campo, Diego Maradona seguiu o conselho das filhas e estreou como técnico em Copas do Mundo envergando um impecável terno cinza para enfrentar a Nigéria. Em volta dele, a torcida argentina deu um trato no visual do estádio Ellis Park e carregou suas bandeiras para as arquibancadas, como se estivesse na Bombonera. Dentro de campo, os comandados de Don Diego também jogaram como manda o figurino: Messi chamou a responsabilidade e fez o time jogar para frente. O placar magro de 1 a 0 não chegou a empolgar, mas no fim das contas deu para ficar bem na foto.

Cercado de expectativa antes da Copa, Messi teve uma das suas melhores atuações com a camisa da Argentina, mas não conseguiu vencer a batalha com o goleiro Enyeama, que fechou as portas para o craque e foi escolhido pela Fifa como o melhor em campo. O gol dos hermanos saiu numa cabeçada de Heinze, aos seis minutos do primeiro tempo.

maradona messi abraço argentina nigériaApós a partida, Diego Maradona entrou em campo
e foi abraçar o craque Lionel Messi (Foto: AFP)

A Argentina volta aos gramados no dia 17, no Soccer City, para enfrentar a Coreia do Sul. No mesmo dia, a Nigéria pega a Grécia. Argentinos e sul-coreanos lideram o grupo B com três pontos cada. Gregos e nigerianos não pontuaram na primeira rodada.

O jogo

Apesar de ficar no bairro de Hillbrow, com grande concentração de nigerianos, o Ellis Park ganhou ares de Bombonera antes da partida deste sábado. Os argentinos dividiram as arquibancadas meio a meio e, apesar do barulho das vuvuzelas, cantaram e balançaram suas bandeiras como se estivessem em casa.

Até as faixas em homenagem a Maradona estavam lá. A diferença é que, em Buenos Aires, o ídolo maior do país costuma ficar no camarote do estádio com a camisa do Boca Juniors. Desta vez, ele estava à beira do campo, com ares de professor e um elegante terno cinza. Antes de a bola rolar, foi até o limite da torcida e, de longe, mandou beijos para o neto. Ganhou o mimo de volta e, aí sim, estava pronto para o início da Copa do Mundo.

O rival era a mesma Nigéria que estava do outro lado do campo no último jogo do Maradona jogador em Copas, em 1994. O placar daquele confronto também apertado - 2 a 1 -, mas o magro 1 a 0 deste sábado na África do Sul não diz exatamente o que foi o jogo.

Maradona estádio Ellis Park joanesburgoAntes do jogo, Maradona manda beijo para o neto e recebe o carinho de volta (Foto: agência EFE)

Dentro das quatro linhas, a Argentina não demorou muito para mostrar seu cartão de visitas. Criticado por não brilhar tanto com a camisa da seleção como faz no Barcelona, Messi abriu os trabalhos logo aos cinco minutos, costurando entre quatro defensores nigerianos para deixar Higuaín na cara do gol. Na pequena área, o atacante do Real Madrid jogou a chance para fora.

A cabeçada certeira de Heinze

Em seguida, começou o duelo entre Messi e o goleiro Enyeama. No primeiro round, o craque bateu de fora da área, mas não conseguiu vencer o rival, que espalmou para escanteio. Na cobrança de Verón, uma pausa no duelo: cabeçada certeira de Heinze e rede estufada pela primeira e única vez: Argentina 1 a 0. No agarra-agarra dentro da área, Samuel se encarregou de conter Obasi, e o lateral-esquerdo ficou livre para concluir. Odiah ainda tentou salvar embaixo da trave, mas o esforço foi inútil.

Quando a torcida explodiu nas arquibancadas do Ellis Park, Maradona virou para trás, apontou para os jogadores reservas e vibrou de forma intensa pela primeira vez na Copa. O domínio argentino continuou, mas Higuaín não conseguia esticar a euforia do comandante. Aos 21, ele recebeu lindo passe de Tevez e chutou em cima do goleiro.

A Nigéria só assustou aos 27, quando Obasi aproveitou falha de Jonás Gutiérrez na marcação e, solto na área, mandou para fora. Era hora de retomar o duelo Messi x Enyeama. “A Pulga” quase marcou aos 36, quando deu um corte no zagueiro e, de perna esquerda, obrigou o goleiro a fazer a melhor defesa do primeiro tempo, de mão trocada, mandando a escanteio.

Messi jogo ArgentinaMessi parte para o ataque: o camisa 10 teve várias chances de gol, mas esbarrou no goleiro (Foto: AFP)

Verón ainda bateu uma falta por cima do travessão, e veio o intervalo. Antes da saída para o vestiário, os jogadores nigerianos se reuniram no meio do campo, em volta de Enyeama, ajoelhado. O ritual se repetiu no retorno para o segundo tempo.

Mais equilíbrio no segundo tempo

Apesar da corrente da equipe africana, quem voltou a assustar foi a Argentina. Logo aos três minutos, Messi desviou um cruzamento com o pé esquerdo e quase marcou. O técnico sueco Lars Lagerback tirou Obinna e mandou a campo Martins, que era titular da equipe. Obasi também saiu e deu lugar a Odemwingie. As mudanças surtiram efeito, a Nigéria se engraçou, e a torcida veio junto, soprando as vuvuzelas.

A Argentina respondeu em dose dupla a partir dos 20 minutos. Primeiro, num contra-ataque, Messi recebeu passe de Tevez e bateu para fora. Logo depois, Higuaín chutou para mais uma defesa de Enyeama.

Taiwo assustou os hermanos com uma bomba de fora da área aos 26 minutos. A bola passou raspando a trave de Romero, e o nigeriano sentiu uma lesão na perna esquerda. O susto foi o sinal para Maradona chamar Maxi Rodriguez e lançá-lo no lugar de Verón. Diego Milito também foi a campo, substituindo Higuaín aos 32.

Vincent Enyeama messi nigéria argentinaEnyeama parou Messi e foi eleito pela Fifa como
melhor jogador da partida (Foto: AFP)

Goleiro consegue frear Messi

Martins ainda deu outro susto em Romero, com um chute forte frontal que o argentino rebateu. Mas a resposta de Messi foi imediata. O craque tabelou com Di Maria e saiu na cara de goleiro. Perdeu mais um round para Eyenama. Uche também desperdiçou cara a cara, e o jogo ficou aberto nos minutos finais.

Aos 41, Maradona recuou o time para garantir o resultado: Burdisso entrou no lugar de Di Maria. Messi ainda teve a última chance, em mais uma tabela bem tramada com Milito, mas o zagueiro chegou a tempo de colocar para escanteio. Sem problemas. Àquela altura, Maradona já olhava para seus dois relógios - um em cada pulso - e aguardava o fim do jogo. O técnico e seu craque já tinham feito o bastante para que a seleção ficasse bem na fotografia.

ARGENTINA 1 X 0 NIGÉRIA
Romero; Gutierres, Demichelis, Samuel e Heinze; Mascherano, Di Maria (Burdisso) e Verón (Maxi Rodriguez); Messi, Higuain (Milito) e TevezEnyeama; Odiah, Yobo, Shittu e Taiwo (Uche); Etuhu, Haruna, Kaita e Obasi (Odemwingie); Obinna (Martins) e Ayegbeni
Técnico: Diego MaradonaTécnico: Lars Lagerback
Gol: Heinze, aos seis do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Jonás Gutiérrez, aos 17 do primeiro tempo; Haruna, aos 31 do segundo.
Estádio: Ellis Park, em Joanesburgo. Data: 12/06/2010. Horário: 11h (de Brasília). Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha). Assistentes: Jan-Hendrik Salver (Alemanha) e Mike Pickel (Alemanha)

Elefante atrasa chegada dos EUA para treino em Rustemburgo

O mesmo hotel, o mesmo estádio. Estar de volta a Rustemburgo e ao Royal Bafokeng trouxe boas recordações à seleção americana, que no ano passado, no mesmo local, conseguiu uma improvável classificação para as semifinais da Copa das Confederações. O capitão americano Carlos Bocanegra disse que os jogadores estavam ansiosos para regressar ao estádio, mas acabaram se atrasando por conta de um fato inusitado.

- Um elefante resolveu parar no meio da estrada e não tínhamos como passar na saída do hotel. Nunca tinha passado por isso, foi algo bem diferente. Mas foi bom estar de volta. Era o mesmo vestiário, tudo igual. É um local que nos traz boas recordações e estávamos conversando sobre isso durante o treino. É sempre bom estar de volta a um lugar que traz boas recordações - afirmou o lateral.

elefante ônibus eua Um elefante passeou calmamente na frente do ônibus da seleção dos Estados Unidos (Foto: AP)

Quando esteve em Rustemburgo em 2009, a seleção americana precisava de uma combinação de resultados para passar de fase na Copa das Confederações. Derrotou o Egito por 3 a 0 e foi ajudada pela vitória do Brasil pelo mesmo placar sobre a Itália. Agora a situação é diferente. É a primeira rodada da Copa do Mundo, neste sábado, contra a Inglaterra, um adversário que Bocanegra conhece bem, após atuar por quatro temporadas pelo Fulham.

- São dois times que se conhecem bem. Nós sabemos do que eles são capazes e eles sentem o mesmo sobre nós. As pessoas acompanham a Premier League nos Estados Unidos e estão bem empolgadas com essa partida. Estamos nos sentindo muito bem, com muita confiança e vamos dar o nosso melhor contra os ingleses. Será um grande jogo.

Primeiro dia da Copa do Mundo tem festa e heróis, mas nenhum vencedor


Para explicar o balaço, há quem tenha dado crédito à tão mal-afamada Jabulani, jaburu em forma de bola, a Geni das esferas. O chute quase sobrenatural de Tshabalala, jogador cujo nome é praticamente uma comemoração, foi a maior alegria do primeiro dia de uma Copa do Mundo que promete ser marcada pelas celebrações e demonstrações de euforia do povo sul-africano. Aos 10 minutos do segundo tempo do jogo inaugural entre os anfitriões e o México, o contra-ataque fulminante teve lançamento de Mphela, quase um Gérson na altitude mexicana, e a mão de Carlos Alberto Parreira, que soube mudar o jogo dos Bafana Bafana no intervalo. Foi assim, tomado por exageros e 84.490 torcedores, que o estádio Soccer City explodiu de felicidade naquele momento. No país inteiro, em grandes festas ao ar livre, 49 milhões vibraram junto.

Só não deu para comemorar a vitória. O México, que tinha dominado o primeiro tempo, não estava disposto a repetir sua sina de jogar como nunca, perder como sempre: beneficiado pela ingenuidade da defesa sul-africana ao tentar a tática do impedimento, o experiente zagueirão Rafa Márquez se viu livre com a bola dentro da pequena área e botou pra dentro. Parreira ainda fez uma substituição que contraria sua fama de defensivista: trocou o cansado meia Pienaar pelo atacante Parker, e por pouco não sai dali coroado como uma espécie de Rei Leão: aos 44 minutos, depois de um chutão do goleiro Khune, Mphela dominou com a cabeça já na área mexicana e tocou de canhota, na saída do goleiro: a bola bateu na trave. Placar final: 1 a 1.

besouro cerimônia de abertura copa do mundoBesouro rola a Jabulani (Foto: agência Reuters)

Isso não impediu que as vuvuzelas continuassem sendo sopradas e o barulho ensurdecedor ecoasse por muito tempo após o apito final. Não deu nem para o técnico brasileiro dar entrevista. Sem conseguir escutar nadinha, ele desistiu após a primeira pergunta. Desfecho inusitado, porém pouco surpreendente para quem tinha acompanhado mais cedo a cerimônia de abertura no Soccer Stadium.

Foram pouco mais de trinta minutos de espetáculo, suficientes para deixar clara a exuberância cultural da África do Sul. No desfile, um momento de humor involuntário: um dos símbolos nacionais, uma espécie de escaravelho que se especializou em rolar bolas gigantescas de estrume (e conhecido como besouro rola-bostas), apareceu, em versão gigante, rolando a famigerada Jabulani. As atrações musicais - que incluíam, além dos locais Hugh Masekela e o os Soweto Spiritual Singers, o americano R. Kelly, o argelino Khaled, e o nigeriano Femi Kuti - não ofuscaram uma grande ausência, a de Nelson Mandela, que sofreu com a morte de sua bisneta ontem, em acidente automobilístico, ao voltar do show de abertura da Copa, no Orlando Stadium, em Soweto.

Henry França X UruguaiHenry movimentou o jogo (Foto: Getty Images)

O segundo jogo do dia, entre França e Uruguai, na Cidade do Cabo, teve muitas faltas e escasso futebol. Com Henry e Malouda no banco, o time comandado pelo excêntrico Raymond Domenech mostrou-se pouquíssimo inspirado. Pelo lado uruguaio, apenas disposição e esforços isolados do atacante uruguaio Forlán, eleito o melhor em campo pela Fifa, apesar da péssima pontaria demonstrada durante a jornada. Autor do toque de mão que ajudou a classificar a França para esta Copa (em jogo contra a Irlanda, lance que originou gol de Gallas), Henry entrou em campo e protagonizou novos lances polêmicos: cabeceou, impedido, com grande perigo para a meta uruguaia. Depois, em lance dentro da área, em que a bola bateu no braço - que estava junto ao corpo - do uruguaio Victorino, o francês ainda teve a pachorra de pedir pênalti. No último minuto, ele ainda bateria uma falta perigosa, cortada por Loco Abreu, atacante do Botafogo, que, na barreira, subiu lá no terceiro andar e evitou que houvesse gols na partida. Zero a zero com sabor de zero a zero mesmo.

CONFIRA UMA BELA GALERIA DE FOTOS DO CLIMA DA COPA PELO MUNDO

No fim das contas, o Mundial anunciado como Copa da igualdade terminou seu primeiro dia sem vencedores: no grupo A, todos têm um pontinho. Mas a África do Sul ganhou um dia inesquecível para sua história. E motivos infinitos para soprar sua vuvuzela.



Confira abaixo os personagens do primeiro dia da Copa da África:

A Juba: Sagna, da França

O lateral-direito francês correu, se esforçou, suou, mas o que chamou atenção mesmo foi seu cabelo para lá de estiloso. Confira o belo penteado!

A Tromba: Blanco, do México

O experiente meia com cara de poucos amigos entrou em campo no segundo tempo e, com a mão direita fez um gesto que pareceu o movimento da tromba de um elefante. O que deu para entender é que, segundo ele, alguém estava se jogando, cavando faltas.

O Mico: Henry, da França

A mão esquerda do atacante francês foi a principal responsável pela classificação do país à Copa, quando ele jogou sujo antes de tocar para Gallas fazer o gol da vitória sobre a Irlanda nas eliminatórias. Mas, nesta sexta, o jogador teve coragem de pedir um pênalti num lance casual contra o Uruguai. Você não, Henry!

O Crocodilo: Lodeiro, do Uruguai

O jovem meia entrou no segundo tempo contra a França para ajudar a criar jogadas ofensivas. Deu duas botinadas e foi merecidamente expulso. Após tomar o vermelho levou as mãos à cabeça, mas não para reclamar, e sim para admitir que jogou fora um sonho de toda a vida.

A Chita: Tshabalala, da África do Sul

O meia sul-africano foi um verdadeiro bólido no gol de empate de seu time com o México no Soccer City. Ele partiu em alta velocidade pela esquerda, recebeu o lançamento preciso de Mphela, entrou na área e mandou um canhão de canhota no ângulo esquerdo do goleiro mexicano.

O Leopardo: Khune, da África do Sul

O goleiro sul-africano brlhou no empate com o México no Soccer City. Em um chute fortíssimo de Giovani dos Santos, Khune saltou com um gato, ou melhor, um leopardo, para impedir que a bola entrasse em seu ângulo esquerdo.

Hakuna Matata: Tshabalala e companheiros, da África do Sul

Além de fazer o golaço do dia, o meia também brilhou ao comandar a festa dos jogadores em campo com uma dança muito alegre. Tudo bem ensaiado.

O Muso: Gourcuff, da França

No Twitter, meninas elogiaram e colocaram o meio-campo francês entre os tópicos mais comentados. O 'Petit Zidane' (Pequeno Zidane) chamou atenção pela beleza e até que fez algumas boas jogadas contra o Uruguai.

torcedora africana musa da copa Torcedora sul-africana ousa na camisa (Foto: EFE)

A Musa e o anonimato:

O fotógrafo da agência EFE 'perdeu a cabeça' com o decotão da torcedora sul-africana no Soccer City. Tanto é que nem se preocupou com o rosto da moça.

tromba da rodada torcedor méxicoTorcedor mexicano inova (Foto: Getty Images)